Analista de investimento
O mercado financeiro opera em ciclos de altos e baixos. Em 2022, testemunhamos um impulso nas ações, seguido por uma queda em 2023, que proporcionou excelentes oportunidades para investidores atentos.
Desde então, vimos diversas "corridas" acontecendo: da Inteligência Artificial, do GLP-1 e até mesmo de tecnologias esportivas. Empresas como Nvidia (NVDA), Novo Nordisk (NVO) e Lululemon (LULU) passaram por valorizações expressivas. No entanto, desde novembro, algumas dessas ações começaram a cair consideravelmente, com empresas como NVO e AMD sofrendo desvalorização significativa.
Nesses momentos de queda, é comum que investidores fiquem apreensivos, lamentando oportunidades perdidas ou temendo o pior para certas empresas: “deveria ter vendido quando chegou a $ 60” ou “a empresa vai falir”. Contudo, como investidores de longo prazo, devemos nos concentrar nos fundamentos das empresas e identificar boas oportunidades de compra a preços atrativos.
Se a queda do mercado em 2025 está impactando negativamente sua carteira, saiba que ela também pode representar uma excelente chance de crescimento a longo prazo.
Um seguidor recentemente comentou no canal @centraldastock no YouTube:
Nos últimos três anos, suas ações oscilaram consideravelmente. Em janeiro deste ano, atingiram US$ 250, impulsionadas por projeções robustas de crescimento, apesar do pânico no mercado financeiro.
A resposta ao comentário é baseada na intensificação da guerra tarifária e aos riscos recessivos não só nos EUA como em um dos seus maiores mercados, a China (incluindo Hong Kong). No ano fiscal de 2024, a receita líquida da empresa proveniente da China foi de US$ 10,48 bilhões, representando 20% do total. Singapura contribuiu com mais 18%, e outros países somaram 36%. Isso significa que apenas 25% da receita da Broadcom vem dos EUA, enquanto os outros 75% estão expostos às tensões comerciais impulsionadas pelo governo Trump. Além disso, há o risco de controles mais rígidos de exportação para a China, o que pode agravar ainda mais a situação. Diante desse cenário, a recente queda das ações da AVGO não é surpreendente.
A recente queda das ações da Broadcom pode parecer severa, mas é um reflexo de fatores macroeconômicos, e não necessariamente de um problema fundamental na empresa. Outras empresas como Nvidia e AMD já vinham sentindo esse impacto há meses.
No início da semana, o mercado demonstrou sinais de recuperação, mas um novo golpe veio com um relatório de inflação mais alto do que o esperado. Na semana passada, o presidente do FED, Jerome Powell, tentou acalmar os investidores, com um discurso bullish, mas o medo persiste, levando a uma migração de investimentos de ações de crescimento para ativos defensivos.
Esse movimento pode ser observado em empresas como Kroger (KR), que subiu quase 9% desde janeiro, apesar de um relatório de ganhos fraco. Por outro lado, Nvidia (NVDA) caiu cerca de 20%, mesmo mantendo perspectivas de crescimento fortes.
Lululemon (LULU), que projetou crescimento de 7-8% para 2025 em razão dos ventos macros contrários, também viu suas ações caírem 14%.
Já Novo Nordisk está sendo negociado no valor de janeiro de 2023 mesmo com uma expectativa de crescimento de 24%. Isso mesmo!! Um PE de 17x para uma ação com perspectiva de crescimento na casa dos 2 dígitos.
Enquanto isso, ações defensivas como Waste Management (WM) estão sendo negociadas a 30 vezes o P/E para um crescimento de um dígito.
Esse comportamento reflete a aversão ao risco dos investidores, que estão priorizando segurança em vez de crescimento. No entanto, esse cenário desafiador não durará para sempre e, quando o mercado se recuperar, as empresas sólidas serão as primeiras a retomar seu valor.
Portanto, este pode ser o momento ideal para ignorar os ruídos e investir em boas empresas a preços atrativos.
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